O Dia em que Dom João VI e o Correio Conspiraram Contra as Minhas Prateleiras

Bibliotecas não são depósitos. Na Ciência da Informação, não basta empilhar o livro num canto e dizer ‘seja o que Deus quiser’. […] Como já profetizava Jorge Luis Borges: ‘Sempre imaginei que o Paraíso fosse uma espécie de biblioteca’. Pois bem: no ReArte, o Paraíso acaba de chegar em caixas do correio e tem cheirinho de papel novo

Direto aos Finalmentes: O Politiquês da Ficção

A crônica explora com humor a sátira política na ficção brasileira — relembrando tipos inesquecíveis como Odorico Paraguaçu, Valfrido Canavieira e João Plenário — como um antídoto leve para a tensão do período eleitoral. Em tom descontraído, o autor faz a transição da “politagem fictícia” para uma eleição 100% poética: a votação popular do Ecossistema Cultural ReArte, que convida o público a escolher os melhores filmes exibidos em 2026 para uma reapresentação especial em dezembro.

Para Que Servem Tantos Títulos?

Papel timbrado na parede só serve para criar teia de aranha se não mudar nada na vida de ninguém. Cada título é como um crachá: o importante não é o crachá em si, mas qual porta ele consegue abrir.

Henrique Vieira Filho traduz a “sopa de letrinhas” dos títulos culturais do Ecossistema ReArte para uma linguagem humana e acessível. Respondendo à provocação de um vizinho sobre a utilidade de tantas chancelas oficiais, o autor desmistifica o “burocratês” de reconhecimentos como Ponto de Cultura, SiSEB, Pontos MIS e Ponto de Memória. A crônica demonstra que papéis timbrados só têm valor quando funcionam como chancelas que abrem portas para oficinas gratuitas, circulação de livros, cinema na serra e preservação das memórias de gente comum, transformando certificados em exercício prático de cidadania.

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